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b'A Organiza\xe7\xe3o Internacional do Trabalho (OIT) e seus \xf3rg\xe3os vinculados, em 2016, estimaram que no mundo existem mais de quarenta milh\xf5es de pessoas submetidas ao trabalho escravo contempor\xe2neo e pr\xe1ticas an\xe1logas. O Brasil, por sua vez, sendo a \xfaltima na\xe7\xe3o da Am\xe9rica do Sul a abolir a escravid\xe3o enquanto institui\xe7\xe3o formal e permitida, abriga cerca de 369 (trezentas e sessenta e nove) mil pessoas submetidas ao trabalho escravo contempor\xe2neo em seu territ\xf3rio, conforme \xedndice endossado pela OIT em 2018.\nNesse sentido, o Governo Brasileiro reconheceu a persist\xeancia do trabalho escravo em solo nacional frente aos organismos internacionais, adotando medidas para sua coibi\xe7\xe3o. Entretanto, o Estado Brasileiro sofreu repres\xe1lias perante a Organiza\xe7\xe3o dos Estados Americanos e o Sistema Interamericano de Direitos Humanos, ostentando, inclusive, recente condena\xe7\xe3o por responsabilidade internacional na Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), em virtude de flagrante omiss\xe3o em graves den\xfancias de trabalho escravo. Desse modo, a presente pesquisa tem como tema geral analisar a escravid\xe3o contempor\xe2nea sob o vi\xe9s da prote\xe7\xe3o dos Direitos Humanos. Em delimita\xe7\xe3o tem\xe1tica, o escopo do estudo constitui-se no trabalho an\xe1logo ao de escravo brasileiro, tanto abordando o cen\xe1rio f\xe1tico, quanto o entendimento jur\xeddico-penal sobre o problema.'