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b'Tal qual a ventania, que chega de repente colocando em risco a tudo e a todos, muitas vezes na vida social ocorrem situa\xe7\xf5es que pegam o Estado de sobressalto e imp\xf5em-no, comumente, o dever de rapidamente fechar as portas e janelas para que tudo n\xe3o se perca. Tamb\xe9m o Estado pode ser como aquelas casas que s\xe3o arrebatadas, indefesas e desprevenidas. A urg\xeancia \xe9 um elemento de conting\xeancia sempre presente em toda organiza\xe7\xe3o social, \xe9 um risco inerente que pode como a ventania ser avassalador.Assim \xe9 o objeto do estudo aqui realizado, imprevis\xedvel e imperativo, mas n\xe3o inexpugn\xe1vel ou intrat\xe1vel, a urg\xeancia, como qualquer outro risco na sociedade, pode ser antevista e prevenida. O direito, sistema de ordena\xe7\xe3o da vida social, precisa ser sens\xedvel a esse risco, adaptando-se \xe0s necessidades coletivas, mas sempre institucionalmente h\xedgido. Nesse contexto, a ordem jur\xeddica pode oferecer ao Estado - \xe0 Administra\xe7\xe3o - uma s\xe9rie de ferramentas normativas de a\xe7\xe3o para legitimamente lidar com as crises urgentes.Este livro derivado de disserta\xe7\xe3o de mestrado defendida em outubro de 2021 na Universidade Federal de Pernambuco veicula um estudo sistem\xe1tico e global dos v\xe1rios institutos que normatizam a urg\xeancia no direito constitucional e administrativo, agrupando num corpo de doutrina os preceitos soltos, vinculando-os ao todo e oferecendo um olhar sistematizador para uma mat\xe9ria normalmente muito fragmentada na literatura jur\xeddica.'