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b'Incorporados a uma forma singular que constitui uma linguagem sociopol\xedtica de resist\xeancia, mediatizados por sujeitos hist\xf3ricos, os rituais ind\xedgenas implicam em um processo vivo de mem\xf3ria cultural permanente, constituindo assim um poderoso movimento de dinamicidade estrutural e de efic\xe1cia simb\xf3lica, tal como de unidade pol\xedtica e afirma\xe7\xe3o de uma condi\xe7\xe3o social perante o grupo envolvido. Entendendo que estas pr\xe1ticas se configuram em uma das principais manifesta\xe7\xf5es sociais, religiosas, entre outras, e que a partir destas podemos caminhar para uma poss\xedvel reflex\xe3o sobre o universo das rela\xe7\xf5es dos sistemas sociais formalizadas entre os membros deste coletivo \xe9tnico, pretendo, com o compartilhamento deste trabalho, apresentar uma etnografia centrada no ritual do Avatikyry, significativo ritual realizado pelos \xedndios Kaiowa habitantes da Terra Ind\xedgena de Panambizinho (TIP), pr\xf3xima ao munic\xedpio de Dourados, Estado do Mato Grosso do Sul. Atribuo ao ritual do Avatikyry a primazia de ser um necess\xe1rio e importante elemento agregador sociopol\xedtico, na atualidade, do coletivo Kaiowa residente na Terra Ind\xedgena de Panambizinho; pretendo tamb\xe9m demonstrar que a ess\xeancia e a centralidade do povo Kaiowa ainda reside na vida religiosa e na busca pela terra sem males, tal como no bem viver do seu singular \xd1ande Reko, demonstrados na preocupa\xe7\xe3o em realizar permanentemente essa cerim\xf4nia e celebrar mais uma transi\xe7\xe3o entre tempos e espa\xe7os, materialidade e espiritualidade.'