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b'A grande desigualdade social, ainda um tra\xe7o marcante de nossa realidade, repercute diretamente no fen\xf4meno da criminaliza\xe7\xe3o. Mesmo com a redemocratiza\xe7\xe3o e a promulga\xe7\xe3o da Constitui\xe7\xe3o mais "cidad\xe3" de todas embora desfigurada a cada reforma sofrida a quest\xe3o criminal continua visivelmente imbricada aos indicadores de mis\xe9ria e exclus\xe3o social. A atividade judicial (Judici\xe1rio), \xe0 luz do constitucionalismo atual, \xe9 dotada de pot\xeancias e ferramentas para atenua\xe7\xe3o do trato desigualit\xe1rio ou seletivo sofrido por aqueles j\xe1 discriminados pelos d\xe9ficits normativos (Legislativo) e da administra\xe7\xe3o p\xfablica (Executivo). Ou para aprofundar essas diferen\xe7as; o que, no \xe2mbito criminal, \xe9 tr\xe1gico. Este livro busca investigar a (in)efetividade do aparelho judicial no manejo dessas ferramentas e seu reflexo nos predicados constitucionais dos cidad\xe3os, em especial, os aspectos de isonomia e coer\xeancia dos julgamentos. Os sinais de captura da fun\xe7\xe3o jurisdicional pela for\xe7a conservadora da estrutura dominante, inclusive a predile\xe7\xe3o ideol\xf3gica transportada \xe0 esfera pol\xedtica ou \xe0 sua nega\xe7\xe3o , revelam, de um lado, o quadro de desigualdade e opress\xe3o do sistema penal, de outro, a desconfian\xe7a no judici\xe1rio.E quais os caminhos que levam ao ideal igualit\xe1rio? Talvez a orienta\xe7\xe3o de posturas interpretativas e motivacionais uma hermen\xeautica cidad\xe3 ao lado de propostas voltadas \xe0 qualifica\xe7\xe3o e \xe0 constitui\xe7\xe3o da subjetividade dos profissionais da \xe1rea ajudem a ilumin\xe1-los...'