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b'O objetivo desta obra \xe9 analisar o modo pelo qual a biopol\xedtica age sobre o corpo das pessoas, de maneira a modalizar as rela\xe7\xf5es que o Direito mant\xe9m com os sujeitos sob a tutela de um determinado ordenamento jur\xeddico, num espec\xedfico territ\xf3rio, com o prop\xf3sito de evidenciar a polissemia do conceito atual de Direitos Humanos. Tais direitos n\xe3o protegem o indiv\xedduo n\xe3o inserido em determinado ordenamento jur\xeddico, o que ressalta a sua paradoxalidade hodierna - em especial nos casos em que o sistema penal se encarrega de promover seguran\xe7a por interm\xe9dio da aplica\xe7\xe3o de san\xe7\xe3o penal, tanto sob a forma da pena como das medidas de seguran\xe7a. Um conceito que serviu de guia para as an\xe1lises foi o de biopol\xedtica, de acordo com oqual o Direito em geral e os Direitos Humanos s\xe3o refletidos \xe0 luz dos conceitos de biopol\xedtica e de biopoder, tendo base te\xf3rica principal a obra de Michel Foucault. O livro demonstra a jun\xe7\xe3o entre biopol\xedtica, biopoder e Direito nas vigentes institui\xe7\xf5es de sequestro, arrimadas no sistema penal, tais como as pris\xf5es, os Hospitais de Cust\xf3dia e Tratamento Psiqui\xe1trico, analisando-as de acordo com o atual paradigma biopol\xedtico, de acordo com o qual o exerc\xedcio do poder, tanto sob a forma da lei como da norma tem o sentido de encarregar-se da gest\xe3o pol\xedtica da vida. Tecnologias de poder assumem a forma do dom\xednio sobre os corpos individuais (disciplinas), assim como sobre o corpo gen\xe9rico da popula\xe7\xe3o (regulamenta\xe7\xf5es previdenci\xe1rias).'